As Coincidências

A grande arte recheia a existência
A física senta e escreve o universo
Contas redondas regulam a ciência
Uma frase torta decepa este metro.

Há quem procure as coincidências:
Nomes iguais, talvez datas certas,
A fuga do jogo em duas linhas retas;
E um desafogo a suas consciências.

Pois saiba da morte do argentino
Uma brincadeira triste e divina:
O artista e físico Ernesto Sábato,
Quase fez cem. Morreu num sábado.

Fiz esse poema de brincadeira, no blog de Charlles Campos, sobre um comentário em que se confundiu o dia da morte de Ernesto Sábato.

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6 pensamentos sobre “As Coincidências

  1. se de brincadeira o verso sai assim, imagine esse poeta sério. há muita graça nestes teus versinhos “Pois saiba da morte do argentino
    Uma brincadeira triste e divina:
    O artista e físico Ernesto Sábato,
    Quase fez cem. Morreu num sábado.”

  2. Pescoços não são tão poetas assim,
    Mas posso forçar o que queres de mim,
    Verso sem jeito empolado e triste
    poeta falsário com a pena em riste

    Refrão:

    (só não posso te dar o que queres de Lear”

  3. Ah… Meninos, meninos talentosos,
    mas não bebo cerveja, vou de vinho;
    dos argentinos: Sábato é dos poderosos,
    morrer é a pior forma de ficar sozinho.

  4. Houve evocação: vem vate brincar!
    Imagino os amigos, confortos em lá
    Chispa, Vai-te daqui estrela sombria
    pois temos aqui três bobos de Lear

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