I don’t speak English – esquina

No último sábado estava em Lapão, cidade daqui do sertão baiano, comendo água com meus colegas de ensino médio na casa da mãe de um deles. Para a minha surpresa, me deparei com uma pilha de piauís, a 124 no topo. O irmão de meu colega assina a revista há cinco anos e já havia lido textos meus.

É com alegria semelhante que vejo agora que liberaram na íntegra minha última esquina, sobre o tradutor José Francisco Botelho. De acordo com meu pai, foi o melhor texto que fiz pra revista.

Aqui dá pra conferir minhas outras colaborações para a revista. Abaixo deixo um cordel que Chico fez sobre sua primeira visita ao Nordeste.

chico-moqueca

O gaúcho e a moqueca.

O Pelourinho tem grutas
que só o Diabo vê…
Do que este diabo viu,
vou deixando o dossiê.
Com Igor por capitão,
mergulhei no fuzuê;
‒ Na Moqueca do Moreira,
revertério de dendê ‒
Marcão ecoou nas brumas,
num glorioso baianês,
debatendo com João,
num baiano debater;
não hei de olvidar a estampa
desse grande comitê
e sua Indaga famosa
no boteco libanês.
E ouvi na casa de Dante
serestas de enternecer
e achei pela madrugada
histórias de Pererê;
recitei no Campo Grande
poemas que ninguém lê
e encontrei no mesmo sítio
Bento Gonçalves Malê
‒ E o que mais que se passou,
diz-me tu, diga você?
Em Salvador conheci
O DEMIURGO DE IRECÊ.
(José Francisco Botelho)

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