Coração das Trevas + Livros de Sangue: Volume 2 + O perrengue de cada dia

No primeiro semestre foram lançados pela DarkSide Books mais dois livros que traduzi.

Um de meus livros favoritos da vida, e que muito me orgulha, Coração das Trevas, de Joseph Conrad. De todas que saíram, foi a que me deu mais trabalho, a que mais demandou releituras, a mais demorada. Aí na pesquisa para a Introdução descubro que Conrad escreveu o livro em dois meses! Mas valeu a pena, e cá estamos com mais esse livro bonitão da Caveirinha. Contém ainda os “Diários do Congo”, ensaio de Virginia Woolf, posfácio do pesquisador Carlos da Silva Jr. e magníficas ilustrações de Braziliano Braza.

Saiu também o segundo volume da clássica antologia de contos de horror Livros de Sangue, de Clive Barker. A sequência é igualmente brutal e conta com introdução do escritor Bruno Ribeiro, que foi anunciado vencedor do Prêmio Machado exatamente no fim de semana que terminei esta tradução, em novembro do ano passado.

Além disso, fiz o texto de abertura da nova coluna do DarkBlog, chamada Ossos do Ofício, sobre os processos editoriais. Meu texto se chama O Perrengue de Cada Dia, e falo sobre a treta que foi o processo de tradução do romance O Mal Nosso de Cada Dia, de Donald Ray Pollock. Ele é apenas o primeiro de uma série sobre os bastidores das traduções que fiz. Logo logo sai mais.

Paulo Raviere (@pauloraviere) | Twitter

Outras traduções e textos:

Produção Literária

PRODUÇÃO LITERÁRIA

CONTOS
O cego do acordeão. Zine Despacho (p.52). 2021.
Penugem, pedra. Revista Barril. 2020.
Alguma coisa que eu bebi. Amazon KDP. 2015
Suspiros que cortam o ar. Revista Flaubert. 2015.
A terceira resposta. Revista Flaubert. 2014.
Bartolomeu Lourenço, inventor. Pesquisa FAPESP. 2012.

ENSAIOS
Substituir José de Alencar, por exemplo. Blog do IMS. 2018.
Resquícios de civilização. Blog do IMS. 2018.
A diversidade do insulto. Blog do IMS. 2018.
A bandeira da Síria em seu perfil. Blog do IMS. 2018.
Somos todos críticos. Blog do IMS. 2018.
Declínio e queda do esprit d’escalier Blog do IMS. 2017.
Atravessar a rua com o sinal fechado. Blog do IMS. 2017.
Todos os ensaios do Blog do IMS

O Efeito Salenko. Revista Barril. 2018.
A declarar nada. Revista Barril. 2017.
O direito de interpretar Hamlet. Revista Barril. 2017.
A visão personalíssima do clássico. Revista Barril. 2016.
Todos os textos na Barril

ARTIGOS
Morcegos dão o sangue.  Revista piauí. 2017.
I don’t speak English. Revista piauí. 2017.
Baforadas nos Andes. Revista piauí. 2016.
O sol e o peixe. Revista piauí. 2016.
Velhos baianos. Revista piauí. 2016.
Professor de ludopedismo. Revista piauí. 2015.
Todos artigos da piauí

O perrengue de cada dia. DarkBlog. 2021.
Sonho americano? DarkBlog. 2020.
O baque solto na Lapa. Outros Críticos. 2019.
Plurais, mudanças, objetos essenciais. Revista Seca. 2017.

A noite é de São Joyce. 2019.
O azulejo invertido no banheiro do posto de gasolina. 2018.
Longa jornada dentro da noite. 2017.
Falácias familiares. 2017.
Desmedidas brasileiras. 2016.

POESIA
Três poemas sobre a Era do Ódio. 2019.
O fim do universo. 2020.
No silêncio da rima oculta. 2020.

TRADUÇÕES
Livros
Livros de Sangue V.2 – Clive Barker. DarkSide Books. 2021.
Coração das Trevas – Joseph Conrad. DarkSide Books. 2021.
Livros de Sangue V.1 – Clive Barker. DarkSide Books. 2020.
O Mal Nosso de Cada DiaDonald Ray Pollock. DarkSide Books. 2020.
Psicopata Americano – Bret Easton Ellis – DarkSide Books. 2020.
 Antologia Dark – Hans-Åke Lilja (org.). DarkSide Books. 2020.
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson. DarkSide Books. 2019.

Textos
Sobre os preconceitos de nacionalidade – Oliver Goldsmith. Revista Serrote. 2021.
Crianças de sonho: um devaneio – Charles Lamb. Casa Guilherme de Almeida. 2020.
Dois ensaios – Karel Čapek. Oficina do Prelo. 2020.
Uma apologia dos ociosos – Robert Louis Stevenson. Revista Serrote. 2020.
Reunindo Feministas Resistentes – Elke Krasny. História das mulheres, Histórias Feministas: Antologia. MASP. 2019.
Os Sem-boca – Marcel Schwob. Revista Barril. 2018.

Dois Ensaios – Karel Čapek. 2019.
A morte da mariposa – Virginia Woolf. 2013.
Sobre correr atrás de chapéus – G. K. Chesterton. 2013.
Todas as traduções de ensaios no Issuu

Entrevista sobre tradução. DakBlog. 2020.

TEXTOS ACADÊMICOS
L’Anglaise Condition: sobre as formas do ensaio literário e seu desenvolvimento na Inglaterra. Revista Inventário. 2013.
A língua infinita. Antologia da EDUFBA. 2009.

O cego do acordeão + tradução na Serrote 27

Publiquei o conto “O cego do acordeão” no belo zine Despacho, dos guerreiros da editora @satacorsario. Pode ser lido neste link.


Também saiu por agora minha tradução do ensaio “Sobre os Preconceitos de Nacionalidade”, de Oliver  Goldsmith, na Serrote 37. A Serrote é minha revista favorita, e ano passado publiquei a tradução do ensaio “Uma apologia dos ociosos”, de Robert Louis Stevenson, na Serrote 34.



Ensaios de Lamb e de Čapek

Amanhã participo da live de lançamento de uma plaquete com a tradução do ensaio “Crianças de Sonho: um Devaneio”, de Charles Lamb. A tradução já está disponível na coleção da Casa Guilherme de Almeida.

Está rolando também uma versão impressa dos ensaios de Karel Čapek que traduzi ano passado. Dei uma retrabalhada nas traduções, e agora contamos com as magníficas ilustrações de Iuri Casaes. Pode ser adquirido no site da Oficina do Prelo.

Mostrar e contar: a arte da não ficção

Visualização da imagem

Ano passado ministrei esse curso de não ficção num dos lugares mais legais de São Paulo, a @taperatapera, e foi uma experiência sensacional. Muita gente me pediu que eu ministrasse o curso em outros locais, e aqui está. Será na Tapera, mas também em Irecê, e espero que em muitos outros lugares.

“Mostrar e contar é o título de um livro sobre a escrita criativa de não ficção do ensaísta e antologista Phillip Lopate. Este e outros livros sobre escrita e não ficção, em conjunção com atividades práticas, serão o norte desse curso. Cada aula será dividida em dois momentos no primeiro (mostrar), uma explanação sobre alguns gêneros e formas de não ficção; no segundo (contar), conversas sobre sua prática, com ênfase em publicações do ministrante e na produção dos inscritos.”

Peço que divulguem a quem possa se interessar.

Mais detalhes e inscrições por este link.

Entrevista + Livros de Sangue: Volume 1

Semana passada saiu no blog da Editora DarkSide Books uma entrevista comigo e mais três tradutores. Aqui.

Semana passada saiu também a pré-venda, pela mesma editora, de minha tradução de Livros de Sangue: Volume 1, esperadíssimo volume de contos de horror de Clive Barker, lançado originalmente em 1984.

Sobre outras traduções:
Psicopata Americano – Bret Easton Ellis e O Mal Nosso de Cada Dia – Donald Ray Pollock
Antologia Macabra – Hans-Ake Lilja
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson 
Apologia dos Ociosos – Robert Louis Stevenson
Dois ensaios – Karel Capek

“Sonho americano?” (artigo no Blog da DS) + FestFronteira Experience

Publiquei no blog da editora DarkSide Books um artigo chamado “Sonho Americano?”, sobre os últimos romances que traduzi, Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis, e O Mal Nosso de Cada Dia, de Donald Ray Pollock.

***

Amanhã participarei do FestFronteira Experience com José Francisco Botelho e mediação de Vera Medeiros. Provavelmente falaremos de canas, sotaques, resenhas, nossas respectivas viagens (dele para o Nordeste e minha para o Sul), e inclusive de literatura.

 

Psicopata americano + O mal nosso de cada dia

Estão em pré-venda mais dois livros que traduzi para a DarkSide Books, Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis, e O Mal Nosso de Cada Dia, de Donald Ray Pollock.

Quando comecei a traduzir Psicopata Americano, tinha apenas uma noção da história, pois nem tinha visto o filme ainda, e não sabia que era um romance experimental, repleto de jogos de linguagem e invenções narrativas. Além disso, é o livro mais violento que já li, com doses fartas de um humor pesado e incômodo. Causou polêmica por tentarem censurá-lo no começo da década de 90, quando ninguém sonhava que o herói do protagonista se tornaria presidente dos Estados Unidos.

 

Fico feliz demais por finalmente ver O Mal Nosso de Cada Dia pronto (tenho até um caso curioso do processo tradutório pra contar depois). Nesse romance, acompanhamos um ex-combatente de guerra que faz sacrifícios por sua esposa com câncer, um casal de serial killers, um policial corrupto, e uma inesquecível dupla de pastores. O livro já foi classificado como thriller, “Ohio” Gothic, grit lit, várias coisas, mas basta saber que é um romance pesado, violento e melancólico, de prosa exuberante, na pegada de Flannery O’Connor e Cormac McCarthy. Assim como Psicopata Americano, tem muito a dizer sobre as pessoas que votaram em Trump, mas agora na posição oposta da pirâmide social. Em setembro sai uma adaptação cinematográfica pela Netflix.

Sobre outras traduções:
Antologia Macabra – Hans-Ake Lilja
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson Apologia dos Ociosos – Robert Louis Stevenson
Dois ensaios – Karel Capek

No silêncio da rima oculta

No silêncio da rima oculta
(Paulo Raviere)

No silêncio da rima oculta
Reverbera uma resposta
Quem tem ouvido a
Posso até fazer uma

Rima nenhuma será dita
Pois o sentido está claro
Se você não
No papo de

No lugar da rima ausente
Somente um espaço vazio
Como a cuca do
Que hoje preside o

No silêncio da rima oculta
Reverbera uma resposta:
Aquele filho da
Não vale uma ruma de

Penugem, pedra

penugem

Ilustração: Peu Dourado

Após cinco anos praticamente sem publicar ficção, criei coragem de soltar esse conto na Revista Barril, “Penugem, pedra”. Ele faz parte de um projeto de contos (góticos sertanejos?) que tenho cá na gaveta. Essas ilustrações bonitonas são do formidável Peu Dourado, com quem também tou fazendo umas HQs.

A Barril é uma revista de crítica, artes e literatura que editamos na tora, movidos pelo prazer de fazer algo massa. Se curtir o conto ou a revista, peço que compartilhe. Para conferir minhas outras colaborações para a revista, clique aqui.