PRODUÇÃO LITERÁRIA

CONTOS
O cego do acordeão. Zine Despacho (p.52). 2021.
Penugem, pedra. Revista Barril. 2020.
Alguma coisa que eu bebi. Amazon KDP. 2015
Suspiros que cortam o ar. Revista Flaubert. 2015.
A terceira resposta. Revista Flaubert. 2014.
Bartolomeu Lourenço, inventor. Pesquisa FAPESP. 2012.

ENSAIOS
Substituir José de Alencar, por exemplo. Blog do IMS. 2018.
Resquícios de civilização. Blog do IMS. 2018.
A diversidade do insulto. Blog do IMS. 2018.
A bandeira da Síria em seu perfil. Blog do IMS. 2018.
Somos todos críticos. Blog do IMS. 2018.
Declínio e queda do esprit d’escalier Blog do IMS. 2017.
Atravessar a rua com o sinal fechado. Blog do IMS. 2017.
Todos os ensaios do Blog do IMS

O Efeito Salenko. Revista Barril. 2018.
A declarar nada. Revista Barril. 2017.
O direito de interpretar Hamlet. Revista Barril. 2017.
A visão personalíssima do clássico. Revista Barril. 2016.
Todos os textos na Barril

ARTIGOS
Morcegos dão o sangue.  Revista piauí. 2017.
I don’t speak English. Revista piauí. 2017.
Baforadas nos Andes. Revista piauí. 2016.
O sol e o peixe. Revista piauí. 2016.
Velhos baianos. Revista piauí. 2016.
Professor de ludopedismo. Revista piauí. 2015.
Todos artigos da piauí

Sonho americano? DarkBlog. 2020.
O baque solto na Lapa. Outros Críticos. 2019.
Plurais, mudanças, objetos essenciais. Revista Seca. 2017.

A noite é de São Joyce. 2019.
O azulejo invertido no banheiro do posto de gasolina. 2018.
Longa jornada dentro da noite. 2017.
Falácias familiares. 2017.
Desmedidas brasileiras. 2016.

POESIA
Três poemas sobre a Era do Ódio. 2019.
O fim do universo. 2020.
No silêncio da rima oculta. 2020.

TRADUÇÕES
Livros
Livros de Sangue V.1 – Clive Barker. DarkSide Books. 2020.
O Mal Nosso de Cada DiaDonald Ray Pollock. DarkSide Books. 2020.
Psicopata Americano – Bret Easton Ellis – DarkSide Books. 2020.
 Antologia Dark – Hans-Åke Lilja (org.). DarkSide Books. 2020.
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson. DarkSide Books. 2019.

Textos
Sobre os preconceitos de nacionalidade – Oliver Goldsmith. Revista Serrote. 2021.
Crianças de sonho: um devaneio – Charles Lamb. Casa Guilherme de Almeida. 2020.
Dois ensaios – Karel Čapek. Oficina do Prelo. 2020.
Uma apologia dos ociosos – Robert Louis Stevenson. Revista Serrote. 2020.
Reunindo Feministas Resistentes – Elke Krasny. História das mulheres, Histórias Feministas: Antologia. MASP. 2019.
Os Sem-boca – Marcel Schwob. Revista Barril. 2018.

Dois Ensaios – Karel Čapek. 2019.
A morte da mariposa – Virginia Woolf. 2013.
Sobre correr atrás de chapéus – G. K. Chesterton. 2013.
Todas as traduções de ensaios no Issuu

Entrevista sobre tradução. DakBlog. 2020.

TEXTOS ACADÊMICOS
L’Anglaise Condition: sobre as formas do ensaio literário e seu desenvolvimento na Inglaterra. Revista Inventário. 2013.
A língua infinita. Antologia da EDUFBA. 2009.

O cego do acordeão + tradução na Serrote 27

Publiquei o conto “O cego do acordeão” no belo zine Despacho, dos guerreiros da editora @satacorsario. Pode ser lido neste link.


Também saiu por agora minha tradução do ensaio “Sobre os Preconceitos de Nacionalidade”, de Oliver  Goldsmith, na Serrote 37. A Serrote é minha revista favorita, e ano passado publiquei a tradução do ensaio “Uma apologia dos ociosos”, de Robert Louis Stevenson, na Serrote 34.



Ensaios de Lamb e de Čapek

Amanhã participo da live de lançamento de uma plaquete com a tradução do ensaio “Crianças de Sonho: um Devaneio”, de Charles Lamb. A tradução já está disponível na coleção da Casa Guilherme de Almeida.

Está rolando também uma versão impressa dos ensaios de Karel Čapek que traduzi ano passado. Dei uma retrabalhada nas traduções, e agora contamos com as magníficas ilustrações de Iuri Casaes. Pode ser adquirido no site da Oficina do Prelo.

Mostrar e contar: a arte da não ficção

Visualização da imagem

Ano passado ministrei esse curso de não ficção num dos lugares mais legais de São Paulo, a @taperatapera, e foi uma experiência sensacional. Muita gente me pediu que eu ministrasse o curso em outros locais, e aqui está. Será na Tapera, mas também em Irecê, e espero que em muitos outros lugares.

“Mostrar e contar é o título de um livro sobre a escrita criativa de não ficção do ensaísta e antologista Phillip Lopate. Este e outros livros sobre escrita e não ficção, em conjunção com atividades práticas, serão o norte desse curso. Cada aula será dividida em dois momentos no primeiro (mostrar), uma explanação sobre alguns gêneros e formas de não ficção; no segundo (contar), conversas sobre sua prática, com ênfase em publicações do ministrante e na produção dos inscritos.”

Peço que divulguem a quem possa se interessar.

Mais detalhes e inscrições por este link.

Entrevista + Livros de Sangue: Volume 1

Semana passada saiu no blog da Editora DarkSide Books uma entrevista comigo e mais três tradutores. Aqui.

Semana passada saiu também a pré-venda, pela mesma editora, de minha tradução de Livros de Sangue: Volume 1, esperadíssimo volume de contos de horror de Clive Barker, lançado originalmente em 1984.

Sobre outras traduções:
Psicopata Americano – Bret Easton Ellis e O Mal Nosso de Cada Dia – Donald Ray Pollock
Antologia Macabra – Hans-Ake Lilja
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson 
Apologia dos Ociosos – Robert Louis Stevenson
Dois ensaios – Karel Capek

“Sonho americano?” (artigo no Blog da DS) + FestFronteira Experience

Publiquei no blog da editora DarkSide Books um artigo chamado “Sonho Americano?”, sobre os últimos romances que traduzi, Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis, e O Mal Nosso de Cada Dia, de Donald Ray Pollock.

***

Amanhã participarei do FestFronteira Experience com José Francisco Botelho e mediação de Vera Medeiros. Provavelmente falaremos de canas, sotaques, resenhas, nossas respectivas viagens (dele para o Nordeste e minha para o Sul), e inclusive de literatura.

 

Psicopata americano + O mal nosso de cada dia

Estão em pré-venda mais dois livros que traduzi para a DarkSide Books, Psicopata Americano, de Bret Easton Ellis, e O Mal Nosso de Cada Dia, de Donald Ray Pollock.

Quando comecei a traduzir Psicopata Americano, tinha apenas uma noção da história, pois nem tinha visto o filme ainda, e não sabia que era um romance experimental, repleto de jogos de linguagem e invenções narrativas. Além disso, é o livro mais violento que já li, com doses fartas de um humor pesado e incômodo. Causou polêmica por tentarem censurá-lo no começo da década de 90, quando ninguém sonhava que o herói do protagonista se tornaria presidente dos Estados Unidos.

 

Fico feliz demais por finalmente ver O Mal Nosso de Cada Dia pronto (tenho até um caso curioso do processo tradutório pra contar depois). Nesse romance, acompanhamos um ex-combatente de guerra que faz sacrifícios por sua esposa com câncer, um casal de serial killers, um policial corrupto, e uma inesquecível dupla de pastores. O livro já foi classificado como thriller, “Ohio” Gothic, grit lit, várias coisas, mas basta saber que é um romance pesado, violento e melancólico, de prosa exuberante, na pegada de Flannery O’Connor e Cormac McCarthy. Assim como Psicopata Americano, tem muito a dizer sobre as pessoas que votaram em Trump, mas agora na posição oposta da pirâmide social. Em setembro sai uma adaptação cinematográfica pela Netflix.

Sobre outras traduções:
Antologia Macabra – Hans-Ake Lilja
O Médico e o Monstro e Outros Experimentos – Robert Louis Stevenson Apologia dos Ociosos – Robert Louis Stevenson
Dois ensaios – Karel Capek

No silêncio da rima oculta

No silêncio da rima oculta
(Paulo Raviere)

No silêncio da rima oculta
Reverbera uma resposta
Quem tem ouvido a
Posso até fazer uma

Rima nenhuma será dita
Pois o sentido está claro
Se você não
No papo de

No lugar da rima ausente
Somente um espaço vazio
Como a cuca do
Que hoje preside o

No silêncio da rima oculta
Reverbera uma resposta:
Aquele filho da
Não vale uma ruma de

Penugem, pedra

penugem

Ilustração: Peu Dourado

Após cinco anos praticamente sem publicar ficção, criei coragem de soltar esse conto na Revista Barril, “Penugem, pedra”. Ele faz parte de um projeto de contos (góticos sertanejos?) que tenho cá na gaveta. Essas ilustrações bonitonas são do formidável Peu Dourado, com quem também tou fazendo umas HQs.

A Barril é uma revista de crítica, artes e literatura que editamos na tora, movidos pelo prazer de fazer algo massa. Se curtir o conto ou a revista, peço que compartilhe. Para conferir minhas outras colaborações para a revista, clique aqui.

Cotidianas (Coronarovírus Covard-17)

Para não se perder nesse buraco negro do insight que é o Facebook, volta e meia reúno aqui as Contradições Cotidianas que posto lá. (Procurem as outras: a I, a II e a III). Há dois anos, dado o contexto, rebatizei a série por “Cotidianas”.

*
Bolsonaro pula num esgoto.

MINIONS: Milagre, a água está pura! Cisnes e golfinhos foram avistados nela. Quem bebe desta água está ungido.

REALIDADE: Bolsonaro polui um esgoto.

*
Bolsonaro é o barômetro da ignorância. Há um mês escrevi um texto humorístico em que evidenciava certa despreocupação com o corona; aí, poucos dias depois, ele fez aquele pronunciamento antalógico do “histórico de atleta”, e me vi pesquisando mais, levando isso a sério, comecei o isolamento. Toda vez que ele abre a boca, indica um caminho que devemos evitar. Seria até reconfortante termos esse instrumento infalível, que aponta com precisão para onde venta a estupidez – seria reconfortante, se ele apenas apontasse.

*
Aprendam de uma vez por todas: neoliberais não choram. Eles fazem conta, mesmo quando as pessoas estão a morrer à sua volta.

*
Obviamente, o comércio de bebidas não está preocupado.

*
É de lascar o esforço intelectual desse quadrúpede pra ler umas merdas mal escritas num teleprompter. Falta soltar fumaça pelos ouvidos. Mais dois minutos e ele tem um piripaque, desmonta a carcaça toda, pega fogo. Imagine um energúmeno desses num debate ao vivo. A linguagem desse animal só pode ser o coice e o relincho mesmo, não tem jeito.

*
O momento de afastar o jumento é agora, hoje mesmo. Se ninguém botar umas rédeas nesse animal, o país verá uma mortandade sem precedentes (conforme estamos avisando), e ele ainda conseguirá contornar a situação depois que a crise passar. Nunca duvide da canalhice dele e da imbecilidade desse povo que o elegeu.

*
Gente no mundo inteiro levou o meme a sério e agora tenta escrever o seu Rei Lear – mas só tenho visto diários da quarentena. Nada contra, tenho até amigos diaristas, e não duvido que criarão belas obras sobre a coisa toda, à maneira de Montaigne ou De Maistre ou Defoe ou Sontag ou até Ferrante (terremoto), ou talvez algum diário adquira importância histórica – para quem não vive agora ou quem é jovem demais para compreender, mais por força do que é relatado que pela qualidade da prosa em si; MAS, exceto por diários de uma fuga do Irã, de um contaminado, de um profissional de saúde, dos bastidores políticos, de Allan Sieber, a última coisa que me instiga nesta quarentena são diários desta quarentena.

*
Alguém tá sabendo da praga de gafanhotos?

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Há meia década escrevi breve um texto chamado “Praias infestadas por máquinas destruidoras de carne humana”, em que comparo a peça “Um inimigo do povo”, de Ibsen, com o filme “Tubarão”, de Spielberg. Embora tenham muitas semelhanças, a grande diferença está na natureza do que os protagonistas estão enfrentando. Um grande e sanguinário tubarão branco é muito mais assustador que um rio poluído, muito embora este seja mais nocivo. A questão é que as cinco ou seis mortes pelos dentes do tubarão são ruidosas, rubras, imediatas, e as dezenas de mortes pela poluição do rio são lentas, pálidas, mofinas, não apelam a nossos sentidos.

Pois bem, acabo de ler que a quarentena na China poderá salvar muito mais gente, pessoas que morreriam por conta dos altíssimos índices de poluição do país, do que pelo coronavírus em si. A questão é que essas seriam mortes longas e silenciosas, que não se tornam notícia, não abalam os nossos instintos. E agora, como ninguém sai de casa, ninguém polui. O céu voltou a nascer azul em algumas grandes cidades. O coronavírus é muito watchmen.

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Não há nada tão ruim que pessoas mal intencionadas não consigam piorar. Trecho do diário da fuga do Irã, de Clara Becker, publicado na Piauí: “A agência iraniana Fars reportou que ao menos 27 pessoas morreram por acreditarem em uma fake news que dizia que a ingestão de álcool curaria o coronavírus. Como a venda e consumo de bebidas alcóolicas são ilegais no país, as pessoas acabaram recorrendo ao etanol e metanol como substitutos, e os hospitais passaram a receber centenas de casos de intoxicação depois que o boato se espalhou.”

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mu mu mu muge mais quadrúpede ruminante boi bandido animal de abate na feira de exposição muge mais vaca leiteira bezerro das mamatas carne de segunda mal passada mu mu mu muge aí que não tem bandido de estimação mas tem um vaqueiro tem um jumento que montando em suas costas muge muge mais 17 arrobas a caminho do matadouro a sua carne sempre será vermelha

*
Mal mesmo, desejar que agonize e morra, nunca desejei a ninguém, #forabolsonaro.

*
Todo minion arrependido, ou ao menos os minions que discordam da política do bozo em relação ao enfrentamento do coronavírus (pois muitos sabem do perigo da doença, defendem a quarentena, mas continuam apoiando ele), pra mim tinha a obrigação moral de postar que Bolsonaro está errado e de fazer campanha entre os minions para eles ficarem em casa. No mínimo.

coronaro

Alguém sabe quem desenhou isso?

Não vejo problema em quem não gosta de ler e estudar. Algumas pessoas têm as vistas cansadas, não desenvolvem o hábito, acham complicado – muita gente é inteligente e articulada sem ler e estudar. Mas não dá pra inventar de ser pesquisador sem a leitura e o estudo. Ainda mais complicado que ler e estudar, é escrever, buscar fontes, coletar dados, fundamentar informações, fundamentar interpretações, desenvolver linhas de raciocínio coerentes, e ainda tentar organizar tudo isso de maneira elegante e compreensível para as pessoas que querem ler e estudar – talvez pesquisar de outros modos, talvez pesquisar outras coisas. E assim as pesquisas, as leituras, as interpretações se complementam, dialogam e às vezes entram em choque.

Da mesma maneira, assim como não vejo problema em quem não gosta de ler e estudar, tampouco vejo em quem não gosta de malhar – atividade cujas complicações são de ordem diversa daquelas da leitura e do estudo. Mas então, do mesmo jeito que eu, que não sou malhado, não vou inventar de descarregar uma carrada de azulejos (pesa pra caralho), simplesmente não posso aceitar um debatedor que não tenha alguma pesquisa do tema – não posso aceitar que uma pessoa que nunca leu nem uma revistinha da Mônica até o final me venha com frases feitas, suposições, preconceitos, falácias, aleatoriedades, memes, tuítes como se fossem o suprassumo da inteligência, tentando rebater um argumento coerente, fundamentado e claro. Não posso aceitar uma presepada dessas num palco, na TV, num boteco, no whatsapp.

Isso tudo pra dizer que o que mais me impressionou no único debate que vi de Gabriela Prioli não foi nem a força retórica da moça, por si só impressionante – mas a serenidade no trato com aquele sacana (que mesmo assim faltava chorar, ressaltemos). Em pleno 2020, já perdi essa paciência faz anos. Eu teria mandado aquele otário se lascar na mesma hora.

*
Escritor que detesto: há uma escritora da carona de ovo de granja que eu achava fraquíssima, até conhecer pessoalmente e passar a detestar.

Escritor sobrevalorizado: Clarice, mas Paul Auster não lambe as botas dela. E um tradutor badalado por aí.

Escritor subvalorizado: Karel Čapek. Marcel Schwob. William Hazlitt. Eleanor Catton. Húngaros. Ensaístas. Mulheres. Mulheres ensaístas. Húngaras. Ensaístas húngaros. Húngaras ensaístas.

Escritor que amo: Stevenson, heheh. Lamb. Proust. Montaigne. Fadiman.

Livro de cabeceira: a poesia de Eliot. Os ensaios de Montaigne.

Escritor que me fez me apaixonar pela literatura: Poe.

Escritor que mudou minha vida: Proust.

Escritor que me surpreendeu: a Woolf ensaísta. O Orwell ensaísta.

Escritor que me perturbou: Otto Lara Resende. Mariana Enriquez. Flannery O’Connor. Vale O Relatório de Brodeck (a hq)?

Escritor que gostaria de ler com calma: Gertrude Stein. Milton. Gibbon. Pynchon. Mann.

*
Ricardo Coimbra: “Quem não entendeu até agora tem que entender: não tem debate com bolsonarista. Eles não usam as interações nas redes pra conversar. Usam pra veicular propaganda política que recebem pelo Whatsapp (espalhada por lá com dinheiro público, obviamente). Quando você responde a um bolsonarista, você não está enfrentando nada. Ele não está disputando um argumento com você. Ele não está sequer conversando com você. Ele só quer espaço do seu post pra colocar a propaganda dele. Quando você responde a ele, a propaganda dele ganha relevância no algoritmo e mais visibilidade (sobretudo se a discussão se arrastar por muitas réplicas e tréplicas). É bait. Truque básico de comunicação digital no qual seguimos caindo. Se você conversar com ele, ele ganhou espaço e, portanto, venceu. Ele quer espaço. Qualquer espaço. São parasitas do ambiente virtual e seu post é o hospedeiro. Tá na hora de outro tipo de isolamento”.

*
A vocês que se arrependeram agora, eu avisei, nós avisamos muito. Se não ouvirem a gente em outubro (se houver eleições), vocês têm mais é que se lascar.

*
Não se trata de afirmar que Bolsonaro é merda. A merda não muda a consistência do esgoto – todo mundo faz merda. A merda, embora dejeto, é humana. Bolsonaro é mais abjeto, e quando ele entra no esgoto, a merda fica tóxica. Monstros mutantes crescem nesse ambiente.